30 de abril de 2006

esta tarde


Tem música acontecendo pela casa, nesta tarde. Mas enquanto as pessoas, dentro de casa, pensam; lá fora, o que sobra, dança. Não se se sabe o que fazer com nara leão rodando o som quase quadrado. Tarsila vive o tempo entre as folhas e os bichos de sua caça. Os bichos todos, ou repousam, ou deitam acordados diante da tarde, que pensa. A gente, aqui do lado de cá, passa o tempo pensando que é dona do tempo. Enquanto o tempo vai ... e o pensamento retém o círculo girando. Os olhos pesam em direção da cama. O peito rodopia pra dentro do poço escuro. Várias setas se espalham pelo dia. Nenhuma me atinge. Todas me atordoam.

2 comentários:

Gil Maulin disse...

setas pra que te quero! vamos fugir! correr desembestados por aí pra achar o que fazer com essa vida que nos impele pro cotidiano corriqueiro.
obs.: créditos para o desenho, por favor! hhahahah

murilov disse...

o tempo não me pertence

mas nem por isso vou me entregar a ele

aprendamos a ver os tempos alheios e a utilizá-los conforme a ocasião

ou deixar o tempo de lado quando nos sobrar tempo.