14 de maio de 2006

bial


Eu acabava de escrever a postagem de baixo, enquanto o gil escutava as últimas notícias do fantástico. Este fantástico programa relatava os últimos acontecimentos em são paulo. Tratavam-se de sérios confrontos entre a polícia e alguns presos. Mortes aos montes, me parece. Isso é terrível! Até aí concordo com bial. Mas, por favor, ele deve estar fazendo brincadeira de criança (mas daquelas pouco criativas, de criança de apartamento). Terminar o programa fazendo um discurso em nome da instituição policial que defende a NOSSA vida, isso já é sofrível. Não que eu concorde em recair na tentação burguesa de falar mal da polícia, até porque aquela polícia que a gente vê na rua, nos lembra aqueles que nós não queremos ver na rua, vindos da periferia. E realmente, muitos dos policiais vieram do mesmo lugar. Mas talvez tão acostumados em, nas brincadeiras de criança, ouvir estórias do bem contra mal, resolveram comprar a divisão e escolheram que o bem era fazer justiça com as próprias mãos. Encontraram uma boa forma legítima. O estado lhes deu a chance de que esta justiça fosse terceirizada. Não é mais qualquer justiça com as próprias mãos, mas a justiça da SOCIEDADE (aquela mesma do bial). Agora, esses policiais que encontraram na carreira uma forma de receber um salário aparentemente bem razoável (em relação as demais possibilidades que teriam) e de conquistar um status "de poder" não garantido no lugar onde estavam, morrem comprando o discurso do bial. Mas é claro que o bial não morre. Ele só faz uma homenagem nos últimos minutos do programa. Fica mais famoso que o policial. O policial morre. Mas o bial não morre. O policial morre pra proteger a sociedade do bial. Os presos em rebelião morrem pra não incomodar o bial. E assim o campo de batalha existe pro bial dormir em paz depois de um exaustivo dia de trabalho. Vai lá ler sua poesia, bial. Enquanto o bem contra o mal lutam pra proteger a "democracia" e garantir "a lei". A nossa lei, bial. A nossa lei.

Um comentário:

Diogo disse...

o bial que se foda!