14 de maio de 2006


Pensando melhor no colo de mãe, lembrei de um comentário de um amigo: o problema do mundo não é porra de capitalismo, liberalismo e outros ismos. o problema do mundo é que quando a gente cresce a gente não sabe mais brincar.
e sabe que é............... que é sim. porque pensando bem, quem disse que criança não tem preocupações. e vamos lá, dizer que a delas é menor dos que as nossas é hierarquizar o impossível. cada um sabe dos problemas que têm. e, ah se alguém ousar dizer que não é tão grave assim. não é o fato que dá o tom do problema. é a gente que vez ou outra tem que se esbarrar com um. pra alguém a quem o mundo se resume a ser bonito, uma unha quebrada pode causar tanto sofrimento quanto a guerra no iraque, pra aquele que o mundo se resume a acabar com o imperialismo americano.
quem foi que disse que passar o dia esperando a mãe chegar do trabalho não é um sofrimento? que perder o jogo de amarelinha não pode ser traumático? que ter que dançar na festa junina não pode ser um pesadelo? (isso pra ficar na minha infância fácil).
pois é, eu aqui pensando que os nossos problemas de criança talvez fossem menores. menores agora, porque não nos cabem. mas quem sabe medir o tamanho da dor?
faço as honras ao ernani, o moço da frase ali de cima do texto. eu é que preciso reaprender a brincar!
(a foto publicada foi acessada no endereço http://sd.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/foto_brincadeir.html)

Um comentário:

Diogo disse...

as pessoas que querem acabar com o imperialismo americano não querem acabar com a dor (não poderiam, mas não querem)...não querem acabar com o silêncio dos brutos, nem com o nosso atestado de selvagens pensantes, nem com os estupros das ibiramas, nem com o abismo que a gente forja entre um e outro só pra mostrar a língua, o pau , o modo de pensar dialético (uma espécie de raio laser invisível), o deboche desvairado, do outro lado do fosso... as pessoas que querem acabar com o imperialismo americano não querem acabar com nada... querem acabar com o imperialismo americano.